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A
Carta de
Tarot do Dia
A
Morte (Tarot de Mary Hollis) A
morte, na cultura ocidental, assombra como um fantasma manso,
os silêncios da luz da vida.
Sentimos a morte latente na pura existência da vida, já que
se permitem mutuamente.
Se a energia do desapego da carta do carro já trazia uma
lição exigente de capacidade de empenho na consciência de
que o passado é pesado se ficamos presos lá; a energia da
morte ultrapassa a heroicidade do carro estabelecendo o fim de
tudo o que há para o surgimento de tudo o que não é ainda
conhecido.
Como todas as cartas esta não é uma carta boa nem má. É
uma carta tradicionalmente desagradável à vista que permitia
abalar e criar temor ao consulente.
A foice que a morte transporta não faz distinção de nenhuma
espécie. É cega e surda. Ceifa a eito e nada a pode impedir
quando chega a hora.
São estas as ideias inerentes ao velho esqueleto perene ao
tempo mais do que qualquer carne ou vestimenta, levando a sua
foice no sorriso sinistro da caveira descarnada.
Alguns baralhos mais recentes já modificaram profundamente
esta carta estigmatizada para a aproximarem do sentido que é
afinal o que normalmente o arcano 13 vem trazer – A
mudança, a transformação.
A morte é o fim de uma etapa, é verdade. Ela chega e arrasta
consigo tudo o que é daninho, tudo o que já passou, tudo o
que não será verdade na etapa seguinte.
Na energia da carta da morte sabemos que bom ou mau é o fim
de um tempo e de uma experiência para uma abordagem
completamente nova.
Se nos agarramos a tudo o que fomos sentimos uma morte
difícil. Porém, se inspirados na coragem do desapego
estivermos preparados para todas as viagens, nada temos a
recear. A morte é afinal o último segundo de escuridão
antes do nascer de um novo dia que não será como nenhum dos
que vivemos antes.
No planeta terra nenhum outro ser morre perguntando-se o que
virá, ou não, a seguir. Esta é uma experiência mística
exclusiva da nossa forma de consciência.
Saber morrer passa por um exercício de fé. É o momento em
que já pouco ou nada há a perder. Nesse momento em que
deixando tudo para trás saltamos para o infinito está a
lição da carta da morte.
A lição de que não sabemos viver enquanto não soubermos
morrer.
No sentido do auto–conhecimento e da
auto–ajuda, a carta da morte faz-nos pensar no porquê deste
caminho que trilhamos.
As trajectórias que um dia delineámos eram projecto de
alguém que hoje já não existe. Éramos nós algures lá no
passado antes de tantas coisas que viemos a aprender e
perceber.
Sendo assim, não será altura de alterar o rumo em face das
novas verdades que sentimos?
Não estaremos verdadeiramente a morrer quando nos recusamos a
viver a evolução que nos define?
Texto de Sofia Passos (colaboração
especial)
O Tarot de Mary Hollis conta apenas com os 22
Arcanos Maiores pintados por esta artista com gouache e
acrílico sobre papel de aguarela. É um excelente trabalho
que pode conhecer melhor no site
da autora. |
Nota Importante: A carta
referenciada diariamente não está associada à data, é o
resultado de uma escolha do autor. É um trabalho que visa fornecer algum conhecimento e
suscitar a curiosidade no
aprofundamento deste meio rico e criativo de construção de
caminhos positivos de vida. O Tarot é um meio rico de
metáforas de vida.
Significados, semelhanças, diferenças das várias cartas e
dos vários baralhos, aqui irão surgindo dia após dia.
Pode conhecer mais através dos cursos, consultas e
explicações de Tarot (clique
para detalhes). |
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Cartas de Tarot Autografadas
(5) |
| Um conjunto de cartas de Tarot de vários baralhos, autografadas pelos autores do baralho ou por pessoas espessiais, amigos, terapeutas, colegas... |
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O Baralho do Tarot Interminável
(5) |
| Um projecto interessante e criativo - Vários artistas ligados à Interdinâmica proposeram-se desenvolver novos baralhos de Tarot |
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