Contactos: João
Caldeira (Tarot) - 96 6028330 Portugal - e por email clicando aqui
Lisboa:
«É o Nosso Espaço», R. Correeiros, 205, 2º andar (junto à Praça da
Figueira/Rossio)
Porto: «Centro Terapêutico S. Rafael», R. Conde Alto Mearim, 748, 1º-
sala3, Matosinhos (junto ao Jardim Basílio Teles)
Apontamento complementar
(audio clip) - por João Caldeira
O
Carro (Tarot Thoth) Guardamos
memória.
A memória fica registada em todas as nossas formas física,
emocional, mental, energética... Acedemos a essas memórias
de forma subjectiva por todos esses caminhos.
Mas o que acontece quando vivemos mergulhados nesse registo?
Já passámos por muitas coisas, muitas pessoas, muitos
acontecimentos e forma
de riqueza e pobreza. Já fomos muitos.
Alguns dirão até: "Eu sou um caminho percorrido com
caminho por percorrer".
Mas afinal... e o agora? O caminho percorrido está no
passado. O caminho por percorrer está no futuro. E eu? Eu
agora? Esta pessoa que está aqui sentada escrevendo palavras
sobre um assunto qualquer que lhe interessa? Respirando,
metabolizando, ouvindo sons, sentindo teclas, a temperatura do
ar, os aromas...
Todos os dias somos alguém novo. Todos os dias somos
diferentes. Mais completos que ontem porque vivemos mais um
dia cheio de informação, sensações e registos a todos os níveis.
Que peso é esse de tantos de mim que carrego dia após dia?
Todos os que já fui, calcando-me as costas, exigindo-me
condutas em consonância com quem fui, com o que aprendi das
pessoas do passado que entretanto evoluíram também, quem
sabe em tantos sentidos diferentes.
Como posso andar com os pés marcados por tudo o que decidi um
dia ser num futuro que não conheço e que me guarda mil e um
imponderáveis.
Entre o ontem e o hoje sou um soldado espalmado, uma biografia
que não vivo hoje porque me perdi entre tempos verbais com
que me identifiquei ao confundir-me com o fio da minha vida.
No baralho de Raider Waite o soldado deixa a cidade onde é
herói de outras batalhas para enfrentar os novos desafios das
novas lutas. Leva sobre a cabeça a estrela da luz de
acreditar que tudo é possível para quem leva em si o ânimo
dos heróis.
No baralho de Aleister Crowley, porém, a armadura de um
passado de ouro ou latão não deixam o herói respirar,
imerso no azul de velhas emoções. As rodas estão enquinadas
e são três que não deixam andar em frente.
O herói, quando vai em frente liberta-se do que deixa para trás
e esse sim é o momento de todo o seu pavor, de toda a sua
valentia. Deixar para trás. Libertar-se da armadura de todas
as suas lições de medo e ir de corpo exposto aos ventos da
vida. Deixar de andar em círculos. Viver o agora.
Movimento, coragem, desafios, yang aguerrido e impetuoso. São
todos atributos do carro.
Mas num sentido de auto-ajuda e auto-conhecimento esta é uma
carta que fala das lições de desapego que cada dia nos trás.
Que nos lembra o peso que carregamos se levamos tudo o que já
foi nosso para uma guerra no desconhecido.
E que conceito é esse de guerra? Que paz é essa que vamos
buscar no peso das nossas velhas convicções de valor e
importância relativa baseados na posse, na dependência, na
necessidade de vencer quando não há nada a perder.
Que peso é este, tanto, que carrego comigo?
Até quando preciso de tudo isto em cima de mim?
A carta responde que nunca precisei, mas se ainda levo isso
comigo é agora que devo soltar-me, desapegar-me,
levar-me
apenas a mim, este que agora termina um texto.
O Tarot Thoth é da autoria de Aleister
Crowley e Lady Frieda Harris. É um belíssimo
baralho, considerado um dos Tarots clássicos.
Nota Importante: A carta
referenciada diariamente não está associada à data, é o
resultado de uma escolha do autor. É um trabalho que visa fornecer algum conhecimento e
suscitar a curiosidade no
aprofundamento deste meio rico e criativo de construção de
caminhos positivos de vida. O Tarot é um meio rico de
metáforas de vida.
Significados, semelhanças, diferenças das várias cartas e
dos vários baralhos, aqui irão surgindo dia após dia.
Pode conhecer mais através dos cursos, consultas e
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