O julgamento não é final. No tarot,
como na vida, nada é definitivo e a roda da fortuna
faz girar essa engrenagem gigante e simples que nunca deixa
nada igual muito tempo.
Os 22 arcanos maiores levam-nos numa viagem a 22 grandes
desafios por aceitar e compreender, e essa viagem nunca pára.
Como num sonho, em cada carta estamos em todos os elementos.
Na carta da morte somos nós aqueles que morrem e somos
nós a foice implacável. Na temperança somos nós o
anjo e a electricidade que nele vibra.
No julgamento somos nós a acordar de um longo sono de
morte e somos nós o anjo que nos desperta, somos nós a nossa
própria sepultura, somos o som mágico no ar, a atmosfera
apocalíptica e todo o momento de um acordar como nunca houve
um igual.
Este é um momento de clarividência, de nitidez
e de tomada de consciência.
A sepultura era um local de falta de ar, de falta de vida e
onde não era possível saber o que viria depois.
Quando o anjo chega somos nós que percebemos o que fazer para
sair desse impasse.
Se no arcano 13, a morte, aceitamos dar esse mergulho
no abismo deixando para trás tudo o que conhecemos em troca
do desconhecido de um novo mundo; no julgamento já
todo esse movimento de deixar morrer se processou e estamos no
momento e que se decide o que faz falta nesta nova vida.
Que pessoas? Que relações? Que tarefas quotidianas? Que
conjunto de valores de base?
Já não há amarras, já não há prisões, já deixámos
tudo morrer.
Agora queremos verdade. Queremos viver o que temos de mais
genuíno e encontrar à nossa volta tudo aquilo com que
verdadeiramente nos identificamos.
Agora estamos a ver mais claramente quem verdadeiramente somos
e, ao fazê-lo damos conta da quantidade de circunstâncias
deslocadas que alimentamos por acomodamento e ilusão.
No julgamento há uma nova vida que se anuncia e a
energia da carta pede uma triagem. O que será que
verdadeiramente precisamos nesse nosso céu?
Num sentido invertido a carta recoloca-nos na sepultura em que
vivemos, sem boa nova, sem capacidade de escolha. Falta o anjo
que anuncia, falta ar que se possa respirar.
Quereremos viver eternamente aqui? Neste espaço exíguo e
só, sem liberdade, sem identificação com os outros? Sem
amor pelo trabalho? Sem gratidão, sem paixão, sem vida?
O que temos de seguro justifica tanta perda?
Porque se aceitarmos perder o medo de levantar essa pedra de
tumba o sol brilha com uma luz tão intensa lá fora que o
corpo ganha vida nova e poderemos encontrar esse paraíso em
que sempre sonhamos renascer transformados no ser humano
merecedor do céu que sempre tivemos a potencialidade de ser.
É uma escolha a fazer no momento que chegou.
No bom sentido da carta podemos agora olhar a toda a volta.
Sobrevivemos a tudo. Estamos intactos. Ganhámos um novo
respeito por nós próprios e conhecemos agora melhor a pessoa
que somos. Evoluímos, transformámo-nos. Estamos cada vez
mais próximos de uma genuinidade de ser pleno.
Agora sim, anuncia-se um dia novo e nesse dia aceitaremos
apenas o que nos melhora, o que nos expande e o que nos
alimenta o respeito pelo direito que temos a cada nova
oportunidade.
Numa abordagem de auto–conhecimento e auto–ajuda, a carta
fala de um renascer.
Quando nos alimentamos de uma estrutura externa estamos
confinados aos limites dessa estrutura, ao comprimento em
centímetros de um qualquer cordão umbilical que poderíamos
já ter cortado para irmos viver a nossa vida de seres
autónomos.
Nascer é um momento de individualização. Recebemos o
atributo de sermos 1.
Viver é fazer uso dessa autenticidade.
Só muito depois podemos viver alguma forma de altruísmo
independente.
O Tarot Morgan-Greer foi criado em 1979. Este baralho
foi desenhado por William Greer com a orientação de Lloyd
Morgan.
Nota Importante: A carta
referenciada diariamente não está associada à data, é o
resultado de uma escolha do autor. É um trabalho que visa fornecer algum conhecimento e
suscitar a curiosidade no
aprofundamento deste meio rico e criativo de construção de
caminhos positivos de vida. O Tarot é um meio rico de
metáforas de vida.
Significados, semelhanças, diferenças das várias cartas e
dos vários baralhos, aqui irão surgindo dia após dia.
Pode conhecer mais através dos cursos, consultas e
explicações de Tarot (clique
para detalhes).
Numa nova série intitulada "Conversas de Tarot",
João Caldeira conversa com Luís Resina
sobre a verdade do Tarot
Videos sobre Tarot e Astrologia incluindo a informação sobre os cursos e consultas
O Tarot da Tribo da Luz (Shining Tribe
Tarot)
Este baralho é da autoria de Rachel Pollack,
uma taróloga que já tem uma presença internacional no Tarot. Publicado pela
primeira vez em 1994 com nome Shining Women Tarot, volta a ser
publicado em 2001, revisto e ampliado, com o nome Shining Tribe Tarot.
Convidamos a que visitem o site
da autora.